
Lixo é encontrado em todo o redor do prédio

Área externa é local para moradores fazerem suas necessidades
Um grupo de moradores do Conjunto Habitacional Canto do Uirapuru I, procuraram a redação deste jornal, para denunciar a situação deplorável de prédio da CDHU, que seria destinado para uso comum dos moradores.
Segundo eles, o local até então era ocupado para abrigar uma creche, cujos funcionários zelavam com o maior cuidado todas as instalações, tanto internas quanto externa. Porém, no dia 27 de junho do ano passado, a creche foi removida para novas e amplas instalações, dentro do próprio conjunto.
Para Arcílio da Silva, representante do grupo, o local seria destinado para uso da comunidade, o que já vinha acontecendo, para reuniões, bingos comuns e outras atividades. Porém, segundo o grupo, o mesmo foi cedido provisoriamente para pessoas que se encotravam sem moradias. “O provisoriamente já está quase com um ano e dois meses.”
O que contestam os reclamantes, é que o local está habitado por vários moradores que não zelam pelo prédio que entendem ser do próprio conjunto. “É um verdaderio descaso, com água empossadas e exalando um mau cheiro”, diz ele. Uma moradora argumentou que baratas e animais peçonhentos são vistos, saindo do amontoado de lixo que são despejados ao redor do prédio.
Por outro lado, alegam que as crianças proferem palavrões e, as autoridades tem que intervir para saber os motivos de que as mesmas faltam às aulas. Uma outra moradora de umna casa próxima, afirma que as pessoas fazem suas necessidades fisiológicas em qualquer lugar, sem se preocupar que ao redor existem famílias.
O mau cheiro é comum no local e, por vezes as mulheres usam os pinicos durante a noite e pela manhã, despejam o mesmo ou no ralo do bebedouro, ou quando não arremessam na área externa aumentando ainda mais a fedentina. Já houve caso em que uma das mulheres que mora na casa, defecou em plena luz do dia, na parte externa do prédio, sem se importar que existem pessoas de bem e famílias ao redor.
Alegam os moradores que quando na campanha eleitoral, dois candidatos estiveram visitando o local, quando ainda era creche e asseguraram que tão logo concretizasse as novas instalações para abrigar as crianças, o local seria ocupado por um PSF, para atender a todo conjunto.
Diante da situação, fizeram um abaixo-assinado e entregaram para o responsável pela Vigilância Sanitária do município. De posse desse material, encaminharam os mesmo para ciência do prefeito.
Os moradores admiterm que irão procurar a CDHU, ou até mesmo o ministério público, caso uma solução não seja tomada para o caso.
Eles admitem ainda que as autoridades devem procurar um outro espaço, ou até mesmo construir uma casa para abrigar as pessoas que ali se encontram e, por outro lado liberar o prédio que asseguram ser de direito dos moradores do Conjunto.
A reportagem recebeu da assessoria de comunicação da CDHU, as seguintes informações, relacionadas ao problema: “Os conjuntos habitacionais estão averbados, sendo que o centro comunitário foi repassado para ao município, que é responsável pela destinação do equipamento social.”
Segundo se comenta extraoficialmente, a autorização para a ocupação daquele local foi feita pelo vereador Luiz Budóia. No entanto, ele admitiu que é apenas um vereador e em momento algum tomaria uma atitude dessa. Mesmo assim afirmou que está sendo providenciada uma reforma num barracão para abrigar essas famílias.
Ele próprio admitiu a precária situação de higiene e, por vezes procedeu pessoalmente a limpezas naquele local.
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