Editorial: É de tempo de cassar ou refletir?

Após o nosso editorial da última edição, foi grande o número de e-mail, telefonemas e cumprimentos de pessoas, sobre o assunto enfocado. Na realidade a situação merece mais que uma reflexão, pois apesar de tudo, Irapuru e seus moradores não tem culpa alguma da novela que está sendo escrita e protagonizada em nosso meio.
Gostaríamos que todas as pessoas que viveram e conviveram a fundo, como nós conhecemos e participamos do episódio mais triste da nossa história política, pudessem dar informações precisas sobre o que caiu de nuvens negras, sobre Irapuru.
Até então éramos um município que crescia e tinha o respeito de toda a região. Mas, por incrível que pareça, foi justamente a partir do momento em que houve uma reviravolta desnecessária, quando um fato inédito na história política de todo o Brasil, caiu sobre nós, que Irapuru começou a sofrer uma inversão em seu crescimento.
Quando se auto cassaram oito dos nove vereadores em 1971, é que o mal recaiu sobre nós, mais em forma de castigo que simplesmente vantagens.
Foi exatamente dali, após sairmos de uma intervenção do governo federal, que nunca mais aprumamos no caminho do nosso destino. Esse fato foi realmente penoso e até hoje ainda sofremos por atitudes anti-municipalistas.
Mesmo após tanto tempo, ainda hoje estamos sentindo nuvens carregadas, de um episódio bastante lamentável e que em nada trará de progresso para o nosso já sofrido município. Intrigas e  politicagem, que não são salutares na democracia, nos rondam a todo instante. Desde tempos, parece até que nutrem instinto de torcedor contra. Se o prefeito faz, criticam por que fez e, se não faz, criticam por omissão.
Da mesma  forma alguns caminhos também trilharam no legislativo, o que é uma pena. Quando todos nós estamos torcendo pelo melhor de Irapuru, agora deparamos com uma situação quase idêntica de décadas. No fritar dos ovos, estamos sentido que existem movimentos dos mais pesados para que, no final, oito vereadores novamente sejam cassados.
Um grupo, acusado de obstruir requerimento de fiscalização e outro grupo, por  frequentar um curso em Brasília e ter gasto R$ 27,24 em, doces e outros, pago pela municipalidade. Analisando casos piores que esses, quando a justiça acabou entendendo ser assuntos banais, todos não serão cassados, e o legislativo poderá escrever mais um episódio desgastante em nossa história, que poderá desgastá-lo também perante os eleitores, que são donos de seus  votos e foram eles quem os elegeram.
Já está  na hora de levarmos nosso município a sério, pois ele merece respeito. Que ao invés desse desgaste político, que se unam  todos, aproveitando  esse tempo para auxiliar o executivo a cumprir o seu papel e da mesma forma, os vereadores assumam e mostrem para o que vieram. Mas quais as razões de não se fazer?????
Irapuru só tem a perder estamos patinando em lamaçais desnecessários, não criados pela população e muito menos com sua autorização, mas pelos que deveriam lutar por ele com sinceridade. Em ambos os episódios, vamos ficar sabendo que os R$ 27,24 usados pelos vereadores(que dizem não ter utilizado os materiais adquiridos), vão custar uma fortuna para o povo, pois quer queiram ou não tudo sairá do couro dos nossos impostos.
A justiça já tem mostrado que isso é picuinha e todos voltarão a seus postos, fazendo com que as gargalhadas da democracia, ecoem pelos quatro cantos, não de Irapuru, mas sim de todo o país.
É uma pena que não se junte forças para lutar por Irapuru, para que tenha indústrias de todos os portes, como tantos outros municípios que já foram menores que nós há décadas e, estão se sobressaindo. A recente EPC, é uma prova de que existem irapuruenses interessados em investir no município. Mas enquanto não houver uma ruptura em situações como essas, só teremos que sofrer e, ninguém demonstrará interesse em aqui investir.
Vereadores não são vereador, mas estão vereadores e, o irapuruense é, e sempre será irapuruense, mesmo que castigado. Vamos refletir, pois somos racionais o suficientes para saber que queremos trabalhos e não campo de contendas e, muito mais com nossos dinheiros e desrespeito aos votos dos eleitores.
O que todos querem mesmo, é que haja uma união, com renúncia de todos os interesses pessoais e politico-partidário, para se buscar formas de atrair investidores para Irapuru. Estamos sofrendo com isso e, todos bem sabem!
NR – Se alguém tiver argumentos convincentes de que esse episódio político engrandecerá Irapuru e o levará para o progresso, estaremos de páginas abertas para sua colocação ao povo  irapuruense.

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