Editorial: O Caipirapuru

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Há 17 anos numa carroceria de caminhão, na Euclides da Cunha, foi realizado um encontro de violeiros e cantadores. Um grupo de artistas promoveram o encontro sob a coordenação da que seria a ONG Caipirapuru. Nascia assim, o Caipirapuru, um evento que foi realizado a cada ano e acabou conquistando não apenas Irapuru, a região e regiões mais distantes. Ter como objetivo a apresentação da música raiz, para a sua preservação, foi o enfoque dado durante todas as versões.
Por uma série de problemas, a ONG que até então respondia pela organização do evento, não foi a responsável pela estruturação do grande acontecimento. Diante da situação, um grupo de irapuruenses resolveu assumir a sua realização, para que não passasse em branco e muito mesmo frustasse um público amante da boa música, uma vez que por 15 anos era uma festa aguardada por todos. Assim foi que a festa aconteceu, com apoio da Caipirarte e um grande número de voluntários. Na sua 17.a versão, a festa aconteceu, mesmo desafiando o tempo de chuva. O tempo parecia não ajudar aos organizadores e muito menos as apresentações dos artistas vindo de várias partes do estado. Mas acabou ajudando.
O empresário Ademar Calegão, vice prefeito da cidade, assumiu o compromisso de realizar a festa, contando com o apoio de muitas pessoas das mais diferentes categorias profissionais. Tudo foi feito com a extrema obediência ao fator de que de uma forma ou outra o Caipirapuru seria realizado e, buscando os mesmos sucessos dos anteriores. Muitas dessas pessoas deixaram parte de seus afazeres para contribuir com seus trabalhos na organização do Caipirapuru. Como da última versão, houve uma preocupação muito grande, no sentido de imprimir muita humildade e dedicação em todas as ações voltadas a organização da festa.
O que se viu durante os preparativos, bem como o desenrolar da festa, foi uma movimentação muito grande para que tudo saísse o mais perfeito possível. Realmente assim aconteceu e assim foi realizada a festa.
Quanto ao público, muitas pessoas presentes admitiram que o sucesso do Caipirapuru já está consolidado. Isso pode ser confirmado pela forma como aconteceu a festa. O público que se fez presente em todas as noites, deu o apoio necessário para que o sucesso fosse alcançado, mesmo com tempo de chuva. Foi comum durante todas as noites, membros da comissão agirem como colaboradores, mesmo em pontos onde não deveriam estar, pois outras pessoas já haviam sido designadas para tais funções. Mas, esses membros, faziam até mesmo as funções de atendentes em barracas, a fim de diminuir o fluxo de pessoas que procuravam bebidas e comidas para serem consumidas pelos presentes.
Foi voz corrente, em especial na última noite, palavras de elogios pela organização que foi a contento de todos. Os artistas que se apresentaram vieram de várias partes do estado com a certeza de que encontrariam um espaço para que seus trabalhos pudessem ser mostrados. O público mais uma vez trouxe o seu carinho e calor para todos os que passaram pelo palco, abrilhantando com suas artes e talentos a grande festa.
Mais uma vez, a determinação de um grupo de irapuruenses fez com que o sucesso de um evento que vem sendo realizado por anos em Irapuru, fosse a marca mais importante para que todos tenham a certeza de que, com muita humildade o Caipirapuru mostre que é uma festa que estará acontecendo para sempre em Irapuru.
Força de vontade não faltou e, muito menos boa vontade para cada um dos voluntários, que aderiram a comissão para que a festa fosse mais uma vez um grande sucesso e, marcando assim a presença de Irapuru no cenário estadual, em todos finais de ano.
Parabéns a todos que ajudaram a fazer um Caipirapuru que caminha agora para se consolidar como uma das melhores festas do gênero, do oeste do estado.


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