Editorial: Irapuruense luta por Irapuru

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Às vezes ouvimos em alto e bom tom, uma colocação que orgulha a qualquer pessoa, tanto para quem diz, como para quem ouve: “Sou irapuruense até morrer”. Isso também é dito em todos os demais municípios do Brasil, mas cabe apenas a nós avaliar o sentido nato de toda essa colocação. Sua profundidade, seu valor e sua abrangência no contexto geral, dentro de Irapuru.
Não queremos neste editorial, fazer paralelos ou confrontações com outros municípios e seus moradores, que certamente sempre dizem a mesma coisa. Mas nos interessa apenas Irapuru.
Este jornal tem mostrado uma preocupação muito grande em relação ao fundamento dessa colocação “ -Sou irapuruense até morrer.” Mas até onde iria esse compromisso de lutar com todas as forças, com todo o sacrifício para o bem de Irapuru? Será que tem fundamentação comprovada?
Sabemos que os irapuruenses demonstram sempre um sentimento de fraternidade para com o próximo, mas volta e meia, a gente fica sem entender alguns comportamentos, senão vejamos o seguinte: Estamos a volta com um problema delicado, ou seja a insegurança do trânsito em Irapuru, com presenças de pesados caminhões em nossas ruas que servem como prolongamento de rodovia, como da mesma forma, de motoristas que trafegam em alta velocidades, colocando em risco a vida do irapuruense.
Vidas já foram ceifadas em nosso trânsito urbano e sempre ficamos de braços cruzados. Agora levantamos a bandeira, através do Lions Clube de Irapuru Caçula com parceria com o executivo, legislativo, polícia militar, todos os comerciantes e o povo em geral, pois certamente eles sempre dizem: “Somos irapuruense até morrer”, na tentativa de encontrar soluções para melhorar a segurança do trânsito em Irapuru e preservar vidas.
Foi feita a primeira parte da Audiência Pública, no dia 6 de setembro, com participações apenas de dois comerciantes e dois cidadãos de Irapuru, além do prefeito, polícia militar e associados do Lions Clube. Após uma intensa discussão, chegou-se a conclusão de que teríamos a segunda parte da audiência, que foi determinada para o dia 18, segunda-feira. Triste números: nenhum comerciante e só um cidadão. Apenas o prefeito, o comandante da polícia militar, quatro vereadores e associados do Lions Clube de Irapuru Caçula e, ninguém mais que certamente se diz “sou irapuruense até morrer”.
Audiência muito movimentada com debate entre as pessoas e finalmente concluindo-se por definir um trabalho. Na semana, um comerciante indagou da audiência e assegurou que é necessário colocar uma lombada numa determinada rua. Na quinta-feira um cidadão da mesma forma fez uma sugestão. Como respostas únicas, ouviram que a audiência já foi realizada e que essas sugestões deveriam ser apresentadas naquela reunião, quando o prefeito municipal, ouviu e acatou a todas as sugestões apresentadas pelos participantes.
Infelizmente está faltando muita determinação para que possa ser autêntico o conteúdo dessa afirmação de ser irapuruense até morrer. Quantas cidades da região estão se desenvolvendo através do princípio de que os problemas de todos devem ser solucionados e opinados por todos. Mas infelizmente, Irapuru às vezes não pode contar com a luta e determinação do seu povo, pois muitos não serão irapuruenses até morrer. O que devemos fazer é criar compromisso com nosso município e as decisões da segurança do trânsito serão tomadas e que ninguém reclame. Foram omissos e desinteressados! É uma pena!


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