Editorial: Um prefeito chamado Silvio

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Ele compareceu na audiência pública de quarta-feira, convidado que foi como qualquer outro cidadão irapuruense. Recebeu o convite do Lions Clube de Irapuru Caçula, reconhecendo que a proposta pretendida realmente merecia um estudo amplo e de uma audiência pública que não fora, até então, levada a efeito nesses moldes. Foi o primeiro convidado a chegar no Centro Cultural, e demonstrava um desejo muito grande de que aquele espaço fosse realmente tomado num debate que viesse favorecer a população irapuruense.
Todos os comerciantes de Irapuru receberam individualmente um convite para esse evento. Cientificados do assunto a ser tratado, todos demonstraram interesses pelo tema, reconhecendo que realmente o trânsito em Irapuru merece um estudo e que sejam tomadas medidas a fim de evitar que o pior venha a acontecer, em especial aos nossos pedestres. Quando da entrega dos convites, alguns comerciantes indagavam sobre o prefeito, se ele estaria presente. O encarregado da distribuição afirmava que ele, como quaisquer outras pessoas recebeu o seu convite, com os mesmos termos. O que se ouvia era a colocação de que “duvido que ele vá !”
Felizmente ele compareceu como já colocado e, como conhecimento de todos, com exceção dos membros do clube promotor do evento, foi o primeiro a chegar. Era exatamente 20h00. Tratado como autoridade, fez parte da mesa, ao lado do presidente do Lions Clube de Irapuru Caçula, o advogado Marcos Antonio do Amaral e do sargento Martinez de Adamantina, representando a Polícia Militar.
As colocações preliminares foram feitas por quatro associados do Lions Clube de Irapuru Caçula, cada um enfocando aspectos diferentes mas que estavam atrelados a proposta dos trabalhos. Silvio ouviu atentamente a todos eles, sem retrucar, sem se opor, sem contestar ou mesmo alterar seu estado emocional.
Prestava atenção a tudo e a todos, já que o ambiente de colocação não contava com quantidade, mas sim com qualidade e que percebeu que em nenhum momento houve qualquer vinculação político partidária. Essa situação já havia sido colocada pelo presidente do clube promotor no início dos trabalhos.
Mostrou-se tão sereno e preocupado com os problemas colocados e, sem qualquer tomada de posição que viesse a contrariar os anseios dos que renunciaram a muitas outras atividades, foram ao Centro Cultural mostrar seus interesses pela segurança do trânsito de Irapuru. Talvez em respeito a todo esse comportamento e a todas essas pessoas, Silvio Ushijima procurou falar inicialmente como engenheiro, e advogado, mostrando as diferenças entre todas as opções propostas para solucionar o problema do trânsito em Irapuru.
Foi ouvido com muita atenção e respeito como advogado e engenheiro e especialmente como prefeito, já que após esclarecer pontos técnicos se dispôs a executar alguns trabalhos. Ouviu do irapuruense João Tolentino, a quem todos os ausentes poderiam esperar reação contraria, suas colocações, ignorando até mesmo a citação de um abaixo assinado já em execução pedindo um obstáculo para a Borba Gato. Da mesma forma deu respostas a muitos questionamentos, satisfazendo a todos. Por trás do cidadão Silvio, do advogado Silvio, do engenheiro Silvio, vimos a mistura dos três juntos, num prefeito chamado Silvio.


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