Editorial: Mais uma vez!…

O município de Irapuru, se fizer um retrocesso em sua vida política, vai perceber que existem fatos que por incrível que possam parecer, só acontecem aqui. Embora a Constituição estabeleça a independência dos poderes, para que cada um dentro de suas funções possam oferecer o que há de melhor para a população, aqui isso não acontece. É cobra querendo engolir cobra e com isso, atrapalhando os interesses da população, mas que são impedidos por interesses pessoais e por vezes por picuinhas.
Quem viveu a história de Irapuru sabe muito bem que a nossa situação política vem sendo desregrada desde quando em 1972, fomos vítimas de uma intervenção federal, culminada por processo de cassação do então prefeito e renuncia de oito vereadores dos nove existentes na Câmara Municipal. De lá até aqui, a incerteza sempre pairou sobre nós, infelizmente.
O que estamos observando atualmente, é a mesma situação que causou tanto retrocesso em nossa história. Parece que os interesses de Irapuru ficaram de lado e agora, é cobra querendo engolir cobra. Pelo que sabemos e já reclamam a população, ninguém foi eleito para criar campo de batalha, tanto de um lado como de outro. Acima dos interesses de cada representante, foi feito um juramento solene para defender os interesses dos irapuruenses acima de quaisquer outros interesses(sic).
Nós teremos que reverter esse quadro o mais rápido possível, clamando para que os nossos representantes se conscientizem para o seu verdadeiro papel na democracia. Irapuru já sofreu demais, foi muito penalizado e esse é o momento para que todos, independentemente de partido ou grupo político, se unam para reverter essa situação. O executivo livre para trabalhar e da mesma forma o legislativo, cada um na sua função democrática.
Não queremos aqui fazer comparações, mas todos nós sabemos que em Junqueirópolis, a título de exemplo, a situação política e econômica era a pior de todas, inclusive  inferior a Irapuru. Houve um compromisso de todos os políticos e população e hoje, o município que estava em decadência é o que mais cresce e o mais procurado para investimentos. Isso aconteceu também em outras comunidades.
No entanto as que sentiram trabalhos não de políticos, mas sim de politicagens acabaram sofrendo por tudo e estancando o seu progresso. Quem tem o direito de cassar quem quer que seja, seria um levante do povo, o mesmo povo que os elegeram e a ele se compromissaram.
A história de Irapuru não pode ver repetida a mesma situação de 72, pois coincidentemente oito vereadores deixaram suas cadeiras e parece que agora, procuram contra a vontade do povo cassar outros oito vereadores. É uma falta de respeito para com o eleitor, que pode, desagradar-se de tudo que estão fazendo, por picuinhas e afins, vendo seu voto ser desvalorizado, por desagrado, jogar o mesmo pelo ralo numa próxima eleição, ou rejeitar as viciadas oligarquias.
Que a nossa Caçula-Gigante tenha a partir de hoje, a sensibilidade de uma Caçula e o respeito de um Gigante.

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