Segurança de pedestres na Avenida Euclides da Cunha é comprometida por falta de lombadas

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A insegurança causada pela falta de obstáculos na Avenida Euclides da Cunha, aliada a alta velocidade empreendida por motoristas imprudentes, tem sido tema recorrente nas páginas deste semanário. A insistência no assunto se dá porque até o momento pouco foi feito pelas autoridades responsáveis no sentido de solucionar este grave problema.
Como se sabe, o trecho de aproximadamente 300 metros da Avenida Euclides da Cunha compreendido entre a Rua Pedro Leite Ribeiro e Avenida Nove de Julho é considerado prolongamento da Rodovia Júlio Budiski (SP-501), recebendo diariamente um grande número de veículos. Juntando-se a este fato, a via também é a principal rua comercial de nossa cidade, concentrando grande número de pedestres.
O referido trecho está devidamente sinalizado com faixas de travessia de pedestres e placas indicativas com a velocidade máxima permitida na via, que é de até 40 Km/h, porém não existe no local nenhum tipo de obstáculo ou lombo-faixa que iniba que motoristas passem em velocidades claramente acima do limite permitido.
O perigo se agrava nos horários de entrada e saída de estudantes, os quais atravessam a avenida em grande número, dividindo espaço com veículos que passam pelo local. O risco de atropelamento é sempre presente, pois um minuto de distração pode levar a esta situação. Em novembro de 2015 foi registrado o atropelamento de um aluno da EMEF Pedro Leite Ribeiro, que ao atravessar a avenida foi colhido por um veículo e arremessado, sofrendo ferimentos e a quebra de dentes. Por sorte o pior não aconteceu, mas aqueles que presenciaram o acidente se assustaram com a força do impacto.
Um fato que deveria chamar a reflexão é o critério utilizado para a colocação de obstáculos nas ruas de nossa área urbana, pois vias bem menos movimentadas do que a Avenida Euclides da Cunha receberam os dispositivos de redução de velocidade. É o caso do acesso ao Cemitério Municipal, que recentemente passou por obras de recapeamento, onde foram construídos três obstáculos. O que questionamos, não é a existência destes obstáculos naquela estrada, pois são necessários visto ser uma via utilizada por muitas pessoas, mas sim a incoerência no critério para a construção de lombadas, que deixa para trás a principal rua de nossa área urbana, que é também a que recebe maior movimento de veículos e pessoas.
Esta semana, um acidente, ocorrido no início da tarde da quinta-feira (24/08), evidenciou ainda mais a necessidade dos obstáculos, quando um motorista que descia a avenida sentido Assistência Social ao Semáforo fez a conversão à esquerda para acessar a Rua Rio Branco, sem esperar a passagem de veículo que vinha em sentido contrário, não conseguiu frear a tempo de evitar a colisão. Não houve feridos.
Se existissem redutores de velocidade no trecho, talvez este acidente poderia ser evitado, pois obriga-se o motorista a andar em velocidade compatível a via, bem como a prestar mais atenção no trânsito.
Possa ser que alguns motoristas não concordem com a colocação dos obstáculos, mas é evidente que a falta deles tem causado insegurança não somente aos pedestres, mas também a estes mesmos motoristas, que estarão mais seguros e resguardados se algo vier a acontecer.
Enquanto nada é feito pelas autoridades, vale o bom senso de ambas a partes envolvidas, motoristas devem respeitar a velocidade e dar passagem aos pedestres sobre a faixa, e pedestres devem estar atentos ao atravessar, sempre lembrando que se trata de uma avenida com grande fluxo de veículos.


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