Editorial: Um show profissional

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Irapuru é uma cidade, que possui entre seus moradores algumas pessoas que ainda não fugiram dos velhos estereótipos de conceituar determinado comportamento e fixar-se nisso como se fosse toda a razão do mundo e nada poderia ser modificado. Também, por vezes ainda se limitam em exigir as coisas e ao mesmo tempo renegá-las, como se satisfazendo seus egos.
Em vários setores da comunidade ainda se pode perceber, as presenças dos famosos “críticos” que entendem de tudo, falam de tudo, dão palpites em tudo, mas na realidade não entendem de nada, e mais falam abobrinhas do que algo que tenha consistência. Alguns, infelizmente se preocupam com tudo dos outros, mas na realidade esquecem que eles também possuem pontos de falhas, e de imperfeição.
Em outras palavras, alguns irapuruenses criticam grupos que nada fazem e nada promovem em favor da comunidade, mas quando isso é feito, ignoram e nem ao menos participam. Sabemos que existem grupos que, ouvindo sugestões de pessoas para promoção de um evento, mas quando este é realizado, em nada colaboram. Mas dizem que isso é um mal que reside em pequenas comunidades como Irapuru, mas na realidade é mau para a cidade. Ela se entrava, não desenvolve, pois tudo gira em função, não da crítica construtiva em si, pois isso é muito bom, mas das críticas destrutivas, pois nada está bom.
No sábado passado tivemos um exemplo que graças a Deus foi muito bom e pode assim calar a boca, ou desfazer dos conceitos errados de alguns irapuruenses.
Sabemos que a jovem Malu Alves, sempre foi apaixonada pela música desde pequena, conforme mostrou este jornal em sua última edição. Da mesma forma como muitas outras pessoas que possuem algum talento e procura colocá-lo ao conhecimento de todos.
No caso desta jovem, foi programada uma apresentação no Kai-kan, e a organização procurou causar um impacto, dirigindo essa programação como de gala. Foi um espaço para que todos pudessem assistir a um espetáculo musical como há muito não se via em Irapuru. E tudo pronto, a apresentação da garota foi de muita qualidade. A lotação programada não atingiu a sua totalidade, mas os que ali estiveram puderam sentir que na realidade foi um espetáculo de grande valor. Foi uma apresentação rara, para quem mora numa pequena cidade como Irapuru e a artista procurou mostrar o seu trabalho com muito profissionalismo.
O diferencial no caso de Malu Alves, que ainda terá muito que sentir nessa árdua caminhada no mundo artístico, é o fato de que, com pouca idade, quando via de regra a sua geração procura esquecer que música tem forma, tem estilo e tem sensibilidade, e acham que barulho, a ausência de harmonia, é arte, fez uma miscelâne de formas. Não se apoiou num determinado gênero musical, mas procurou dar espaço para todos eles.
Da música raiz, passando pela romântica e enaltecendo Fernando Mendes, Malu Alves mostrou a sua versatilidade na interpretação. Ela no sábado não se colocou como intérprete ou mesmo ouvinte que diante de uma música pudesse retrucar: “essa não faz o meu gênero”. Mas fez exatamente o contrário, cantando de tudo um pouco sem que houvesse interesse apenas por esse ou aquele estilo.
Em síntese foi um espetáculo de muito bom gosto, prestigiado por um bom público de todas as idades, formado num ambiente bem familiar, quando todos se postaram com muita delicadeza e respeito. Além do prefeito Silvio Ushijima, também presente o seu vice, Ademar Calegão e do legislativo cinco vereadores, estiveram dando demonstração de que prestigiar gente nossa é um investimento, pois o apoio é sempre bom e incentiva qualquer artista a galgar melhor a escada de sua caminhada.
Foi de nível profissional e agradou a todos os presentes que foram ouvir uma boa musica com excelente interpretação. Para os que foram, puderam sentir um momento de rara beleza e, fica a marca de que aqui também podemos viver o belo. Mas para concluir, em voz pequena ficou a certeza de que: quem não foi…Perdeu!


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