Editorial: O retorno a escola

editorial_novo

No próximo mês, alunos das redes municipal e estadual estarão de volta às escolas, após um período de férias. Na realidade, trata-se de uma pequena pausa a fim de que se possa preparar todo o processo para a continuidade do curso, recebendo assim a sequência de ensinamento.
Infelizmente ouvimos na semana de uma mãe, de que ela estava ansiosa para o retorno das aulas, a fim de que seu filho ficasse longe de casa e não mais desse trabalho, pelo menos enquanto lá estivesse. Na realidade, quem deveria estar na sala de aula, a fim de melhor entender para que serve a escola, seria essa mãe. Mesmo que ela não tivesse dito isso de propósito, mas tem o ditado de que a boca fala o que o coração está cheio. Seria cheio de tormentos por ter um filho traquina, ou um filho problemático. Mais uma vez, a mãe é a problemática de toda essa história.
A rede municipal de ensino de Irapuru tem como objetivo levar informações curriculares para os alunos. O conceito de educação, não quer dizer propriamente o termo de que a escola é responsável por dar informações morais e de bom comportamento para cada criança. Isso é responsabilidade dos pais. A escola tem que receber o aluno, vindo de uma família que lhe deu todas as orientações necessárias para que seja comportado, seja coerente, tenha respeito para com o próximo e mostre realmente que se trata de um ser em formação. Os pais mais que todos tem esse compromisso, pois de nada adianta gerar um filho e não lhe dar as devidas formações. Esse compromisso é de responsabilidade da família.
O poder público municipal através de sua rede de ensino tem sim, o compromisso de levar o maior volume de informações em cada disciplina. Em matemática, língua português, geografia, história, ciência, artes e outros conteúdos. Não está preparada para a formação moral de cada criança, pois a vivência em sala de aula, é de segunda a sexta e mesmo assim, num determinado período do dia. De um total de 168 horas semanais de vida da criança, a escola tem no máximo 25 de vivência. O restante é da família e cabe assim a ela dar todas as orientações possíveis e necessárias para os filhos.
Os pais devem saber também a dosagem de orientações e até onde devem chegar, com responsabilidade, pois o simples passar de mãos na cabeça do filho, sem que haja um controle no que ele faz, é um perigo muito grande. A escola é um lugar para o aluno e para seus pais. De nada adianta haver um trabalho dos professores junto aos alunos, caso não haja um acompanhamento dos pais.
O pior ainda, é que essa mesma mãe que não vê a hora do filho voltar a escola, não soube responder em que série ele estava e quem era a sua professora. Esse distanciamento ou mesmo qualquer super protecionismo dos pais, atrapalha em muito os trabalhos dos professores que buscam dar informações aos alunos, com respeito e responsabilidade.
Neste editorial, reproduzimos uma situação que circula pelas redes sociais, que talvez represente muito bem o resultado de ações de alguns pais em relação ao protecionismo junto a seus filhos. É uma realidade, e nessa mensagem podemos ver meninas brincando de bonecas vivas…


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
You can Deixar uma resposta, ou deixar um trackback de seu próprio site.